Sabe quando você não quer falar sobre um determinado assunto?
Acredito que isto deva acontecer com as pessoas em geral. Espero não ser a única... Este espaço serve para que eu descubra que existem pessoas que também complicam, que também fogem, que sentem e não se expressam. Falo em sinceridade, sob um prisma de que devo ser verdadeira com os meus próprios sentimentos. Sei que, à medida que eu siga meu coração, serei também sincera com os outros. Mas e quando seu coração está confuso? E se você não sabe ao certo como se pronunciar, sem machucar ninguém? A confusão seria normal, se não fosse tão densamente angustiante.
Queria que fosse tão fácil como fazer pedidos às estrelas cadentes: em algum lugar dentro de si, você acredita que eles podem realmente acontecer. Aí eu não quero falar sobre isso ou aquilo e escrevo... Novamente, a tentativa de organizar os pensamentos inconstantes. O resultado é um nada tão concreto, que percebo. Sim. Percebo o nada real.
Parece tão perfeito fugir da confusão. Não se toca na ferida, não se emergem dúvidas, não se exige compreensão. Somente isso: não diga uma palavra que me aproxime mais de você. Deixe-me esclarecer o meu buraco negro... Sozinha. Perder faz parte. Amar também. Querer estar perto também... Tão bem.
Simples assim! Na opinião de alguns, deveriam utilizar meu corpo para clonagem, porque é sempre digno de muita simplicidade estar em meu lugar. É fácil ser a menina-sorriso, que fala com todo mundo nos lugares onde passa. Ninguém quer ser a mulher que sofre preconceitos mesquinhos por agir desta forma. É fácil receber elogios a respeito do que faz e do que gosta... Ninguém deseja entender como é difícil distinguir a falsidade da espontaneidade das pessoas.
Mais fácil ainda é ser vítima de paixões platônicas, telefonemas inibidos, cartinhas de amor... Ninguém quer escolher as palavras certas para não magoar àqueles que amamos como amigos. Simples ter conseguido uma boa colocação num concurso ou numa nota de prova... Não queira ser a Sara que passou noites sem dormir direito se dedicando aos estudos. É fácil ver as atitudes com romantismo... Difícil é cair com os pés na realidade.
Fácil saber Literatura e falar de Teatro. Ninguém quer ter a responsabilidade de ser “Bibliotecária” aos 16 anos, para ficar mais próximas dos livros, ou de passar o dia inteiro do aniversário fazendo quatro apresentações seguidas num palco. É fácil ser a Sara que aprende com os erros dos outros... Difícil mesmo é não se auto-cobrar pelos próprios erros.
É fácil ser a Sara que dança, que canta, que chora com finais de novelas... Quem gostaria de ser aquela que se decepcionou, que foi agredida, que derramou lágrimas dia após dia após dia? É fácil ser a menina que prepara os amigos-secretos para reunir a família. Ninguém quer ser a filha de pais separados e ter as lembranças de como tudo aconteceu.
É fácil perdoar... Difícil é esquecer e fingir que nada ocorreu. É fácil escutar palavras doces, recheadas de desejo e carinho... Ninguém quer ouvir as frases duras que nos batem na cara e conseguir dizer que continua os amando, virando a outra face. É fácil ser a Cinderela até meia-noite; você não se incomoda em não ser a Gata Borralheira.
É fácil agir de certo modo, se a compreensão é apenas exterior. Difícil é entender o que se transforma no coração das pessoas, quando as enxergamos com esperança. É fácil sonhar... Ninguém quer acordar com aqueles pesadelos terríveis de cenas reais e repetidas, já com seus 17 anos de idade.
É fácil ser a Sara, quando só se é metade dela. Complexo é ser eu mesma por inteiro. Se quer verdadeiramente me entender, não aja como se eu fosse apenas um pedaço - o mais conveniente. Engula os meus caroços... Também.
Meu romantismo é digno de ser escrito em livros, em blogues desnudos, em papéis amarelados, em diários de todos-os-dias. Só. Não sei se adquiri ou se isto nasceu comigo. Talvez, tenha sido o complemento um do outro que me fez ser assim. É maravilhoso ser romântica... Gosto e me sinto bem com esta característica. Mas confesso: é preciso encarar o mundo real como o próprio nome já dá ênfase. A realidade... Esta sim nos faz tomar as decisões mais certeiras. Foi quando passei a fazer minhas escolhas em cima do que eu estava realmente vendo (e não do que eu imaginava ou supervalorizava), que eu passei a ser mais feliz. Tive que ser mais contida, o que evitou que infinitas precipitações viessem a concretizarem-se e que menos corações fossem machucados. É claro que um toque de romance não faz mal nenhum, contudo, esteja com os “dois olhos abertos” e “os pés no chão”, quando for viver e decidir algo pra seu futuro.
Sonhe, se for correspondida.
Entregue-se, se for recíproco.
Planejem juntos, se lhe estimularem.
Mas não faça nada disso, se seu coração estiver em dúvida. Veja o que é concreto, mesmo que materialmente abstrato, e se apegue a ele.Try to discover what you really feel, before decide everything...
"How quickly life can turn around in an instant?" (Creed)
Não sou uma mulher de fases, como lembra a música do Raimundos. Mas admito que minha vida é uma constante adrenalina de acontecimentos inesperados. Sempre que as pessoas me perguntam como eu estou, vem à tona a novidade mais gritante que me rodeia. Disseram para mim esta semana que minha história mudava “da noite pro dia”, como se nunca fosse previsível. Isto é bom. Gosto de mistério, de não saber o recheio do chocolate por dentro e de ter que provar, para descobrir.
Não sou eu a inconstante; mas mutáveis são as circunstâncias ao meu redor. Ajo de acordo com aquilo que eu acho mais correto. Princípios... Todo mundo busca seguir os seus. O problema é que os meus valores são diferentes do de outras pessoas. Não são melhores, nem piores: são apenas meus. E, com base neles, eu prefiro perdoar, acreditar, dar votos de confiança, retribuir e, principalmente, mostrar a mim mesma que não sou igual ao que pensam.
Por causa dessa maneira de agir, eu fui vítima de pessoas que só quiseram se aproveitar de muitas das minhas atitudes, o que hoje só me deixa triste e seletiva com relação às minhas amizades. Por outro lado, tive a oportunidade de me aproximar de pessoas que realmente me queriam bem e que me ensinaram muitos dos aprendizados que carrego na minha malinha de rotina hoje. E são por estas últimas, que eu acredito que valha à pena ser assim.
Se você acha que não é capaz de entender esta minha liberdade com as pessoas, este meu jeito bobo ao extremo (mas que observa muito além dos olhos), este meu desejo de estar sempre zen, sem discussões desnecessárias, então, eu prefiro que você silencie e decida o que é melhor para você. Não sou um poço de ternura; mas tenho um grande respeito a esta parte de mim que me faz querer “estar bem com os outros”.
No fim, dentre tudo que não sou e “perfeição” é uma delas, sei que sou mesmo é complicada, porque nunca vou poder ser compreendida por todas as pessoas (e nem preciso, desde que eu mesma me entenda). Vou precisar colocar meu coração a testes científicos experimentais, para que aprendam a lidar com ele e com as decisões que ele me faz tomar.
- Se parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?”
(O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)
Meus melhores textos, em minha opinião, são quando estou triste, angustiada, confusa, infeliz, insatisfeita, com insônia, com preguiça, sem pudores, sem cabeça,sem palavras selecionadas... Só com o coração. Um estilo um tanto à la segunda geração do Romantismo brasileiro. Um tanto sem nada de receios interiores de esbanjar o que se passa aqui dentro. É assim que estou agora. Deixei aquele obeso livro laranja de Processo Civil em cima da escrivaninha, onde me aguardam os estudos, e vim escrever. Não sei quais frases eu irei colocar aqui, porque não quero... Não quero... Aff! Não importao que eu não quero. O que eu quero mesmo é que você ligue este telefone, para que eu possa conversar com você e desejar uma “boa noite”. O que eu quero é que esta sementezinha de esperança que nasceu dentro de mim não se apague. O que eu quero é que estas malditas 24 horas passem logo. O que eu quero é poder olhar dentro dos seus olhos secretos e afirmar que “tudo está bem”. O que eu quero é que você me escute, compreenda e perceba que eu não posso encarar situações das quais eu desconheço. O que eu quero é que você me dê um pouquinho de você, assim como estou tentando dar o meu máximo, diante de todas as circunstâncias.
A vida me surpreende. Acordei com uma tremenda dor de cabeça, depois de uma noite péssima recheada de pesadelos e sustos cabíveis. E, como se para me recordar de um passado pré-adolescente, veio à tona os bilhetinhos que fiz no final do ano de 2004, para os meus colegas de turma com os quais estudei durante cinco anos. Como eu pretendia sair daquela Instituição no ano subseqüente, quis demonstrar a alguns de meus amigos, através das palavras escritas, o quanto meu carinho por eles era grande, o quanto gostaria que mantivéssemos contato e cultivássemos nossas saídas depois da aula e nossos bate-papos ao telefone.
Hoje, ironicamente, cinco anos depois, ainda converso com dois deles, dentre uma turma de quarenta e três estudantes. Alguns nem se lembram da pessoa da Sara: resumem-me à menina tímida, sentada no canto da primeira cadeira ao lado da parede, que tirava boas notas nas avaliações. Outros ainda me parabenizam uma vez no ano, em tempo de aniversário, quando o Orkut os faz recordar daquela data. E, com dois deles, mantenho uma tamanha relação de carinho e aproximação, mesmo depois de tanto tempo sem nos vermos.
Pergunto-me de quem foi a culpa... E eu mesma chego à conclusão que não houve culpados na história do tempo-que-passa-rápido e nos faz conhecer novas pessoas, a adquirir compromissos sérios, a nos exigir dedicação em nossos afazeres. Simplesmente, irei guardar sempre as boas lembranças de todos aqueles que passaram em meu caminho e as fotos, ainda retiradas em máquinas com combustível de filmes de 24 ou 36, irão eternizar cada rostozinho ingênuo e cheio de sonhos, que nós tínhamos... Alguns não deixaram de ter.
Queremos que as amizades sejam eternas. O ser humano tem esta necessidade de ter alguém em quem confiar, para contar-lhe os segredos, as opiniões, os projetos, para aventurarem-se, para dividirem tristezas e alegrias... Quando encontramos uma pessoa realmente especial, você preenche a categoria de “melhor amigo”. Você a defende, se escuta falarem pensamentos idiotas a respeito dela. Você quer ser sempre o confidente e estar por perto. Você a respeita, a admira, a ama e, acima de tudo, entende-a. Ser amigo nos faz exaltar as qualidades da pessoa querida e reconhecer os defeitos, sempre ajudando-a a melhorar. O melhor amigo passa a ser um membro da sua família, onde todos o conhecem, todos o estimam e convidam para as festas pessoais. Torna-se o irmão ou a irmã mais velha, por parte de outra família.
Felizes são os que têm a consciência de possuírem amigos de verdade.
Vivo cercada de pessoas ao meu redor. Adoro as suas companhias, suas palavras de afeto, suas brincadeiras de jovens tornando-se adultos. Mas só os meus amigos de verdade sabem um pouco da Sara, por trás desse sorriso. Um pouco... E com estas pessoas, eu queria que a amizade fosse para sempre. Juro que gostaria. Dói pensar que o tempo fará com que as cenas da infância se repitam, mas ainda é compreensível. Pior é, quando as pessoas querem ir embora e você não sabe deixá-las partir. Este é um erro que eu sempre cometo e a vida vem me oferecendo oportunidades para corrigir.
Tenho que, definitivamente, aprender a deixar os outros seguirem seus rumos, mesmo que eu, no fundo do meu coração, nunca seja capaz de dizer Adeus.
Ela me disse que eu pensava demais no que as outras pessoas iriam pensar. Minhas atitudes, nos últimos tempos, estariam fundadas não em convicções minhas, mas num medo silencioso em agir de forma a não magoar ninguém ou a não criarem falsas interpretações em cima do que eu faço. Oportunidades aparecem e desaparecem como arco-íris: uma hora, podem estar ali; outras, não. Ou você as agarra de uma vez. Ou as deixa ir embora. Se me sinto confortável em um determinado estado de ser, eu devo permanecer assim sem me abster do sinto, em virtude de receios interiores sobre o exterior. “Seja feliz, menina! O seu coração vai lhe dizer qual a melhor forma”... E o coração não pode tomar decisões tardias.
Começo a achar que Ela tinha razão... Preocupava-me demais com o que “os outros” iriam pensar, quando não são eles que vivem por mim. Eu sou a única responsável pelos atos que cometi, que faço e que pretendo consolidar. Única.
Fique esperto. Sou assim mesmo... Podem dizer que é diferente, que é estranho. Guardo esta coisa que chamam de “coração” dentro de um peito repleto de feridas, que ainda não sararam. Já tentaram me tirar desta solidão a que me condeno. Existem pessoas boas no mundo: aquelas que ajudam, mesmo sem pedir nada em troca, esperando apenas um sorriso mais forte da minha parte. Eu sempre tento demonstrar meus dentes, mas nem sempre eles correspondem ao que meu interior vivencia. Preciso me dar uma chance, eu sei disso. No entanto, sei que esta efetividade de atos precisa partir de mim. Tenho ideias, guardo sonhos e construo planos... Sou tão igual a qualquer ser humano otimista. Só preciso de um pouco de mim; de um encontro sincero comigo, de tal forma que eu aprenda a administrar o que realmente quero para o meu futuro e o que não pretendo recordar do passado.
Desencontrar-me foi a atitude mais malvada que eu cometi. Agora, tento juntar os cacos da sonhadora que ainda resta em mim. E ela vai voltar a existir (juro que vai!), mesmo que colada em pedaços de papel machê.
Quando você completa 19 anos, nem todas as coisas mudam. Por algum motivo que eu nem lembro (talvez, tenha sido freqüentar os lugares sozinha ou sentir-me responsável por mim mesma), eu queria chegar à idade em que eu fosse vista pela sociedade como “de maior”. Um ano depois, olho para trás e percebo um passado não tão diferente do que outros anos avulsos. É certo que, agora, posso me candidatar à vereadora... Mas não foi isto que eu sempre quis.
À medida que o tempo percorre, noto que o corpo fica mais frágil, as rugas começam a aparecer, os pés estão cheios de rachaduras. Não sou uma adolescente complexada, preocupada em esconder os apetrechos que a vida nos acrescenta, ao longo dos anos; mas confesso que, por escrever e eternizar percepções, torno-me um pouco mais sensível às transformações visuais que constato. Acho importante visualizar tanto a capa de proteção, que é corpo, como a alma que carregamos dentro de nós.
Importante não para desenterrarmos o medo em nossas ações de um tempo que não para, mas para nos permitir um autoconhecimento. Noto que as minhas vaidades se tornaram outras, meus princípios se ampliaram, minha voz é mais segura em determinadas situações e até meus passos são mais seletivos em relação aos lugares que costumam andar.
O que mudou, de verdade, foram os meus objetivos. Aniversários sempre me fazem pensar em projetos, em consolidação de sonhos e em romances à flor da pele. Ando planejando grandes metas para este próximo ano, que só faz alguns dias que começou. Quero completar duas décadas com a sensação de que fiz o suficiente por mim e pelos outros. E isto para mim não é uma questão de cobrança; é apenas combustível para o meu futuro.
Estou acometida por uma preguiça sem tamanho... Não consigo vê-la, apenas sinto-a acocorada em meus ombros. Queria produzir mais neste tempo ruim. Chove, chove, chove e minha plantação vai indo embora. Bem que o Professor disse que eu deveria ter obedecido as curvas de nível. Que...!
Agora, fico aqui: sem nenhuma idéia nova, sem pensamentos produtivos, cheia de afazeres e isenta de vontade de iniciá-los. Nem em dormir, eu estou tendo vitórias. Meus sonos andam esquisitos, sonhos pesados e tristes. Rolo, embolo, viro o travesseiro: nada.
Vou deixar a luminária acesa... É! Só por hoje vou esquecer-me deste instinto de não gastar energia. Quem sabe eu consiga enxergar melhor desta forma e perceba que eu posso me deixar encontrar, já que me sinto tão perdida.
Não existe melhor frase para resumir o meu último ano, mesmo que sendo impossível abrangê-lo em algumas palavras. Resumos nunca são suficientes; gosto de materiais completos. Mas, por força que tal sentença conste em minhas verdades, vou subestimá-la aos meus anseios de desabafos por hoje.
Quando não se tem raiva, rancor, remorso, culpa; esquecer algumas lembranças torna-se mais difícil. Sempre nos apegamos a quem ou a o quê nos faz felizes. Se nossas escolhas nos mostram que o melhor a fazer é percorrermos caminhos diferentes daqueles que nos amam e nos fazem “acreditar em sonhos”, é complicado deixá-los para trás, mesmo sendo o mais prudente.
Buscamos nos desviar do egoísmo natural que muitas acreditam e pensar nos outros. O outro é sempre o motivo de nossas principais críticas a nós mesmos, porque estendemos a ele uma expectativa saborosa de nos manter firme. Queremos o apoio, o abraço, o carinho, os telefonemas e não pensamos nas conseqüências que estas simbologias podem significar. Um desejo pode levar às respostas. Uma inação pode levar a resultados drásticos.
Entendo minha condução atual, minha condição de motorista sem ônibus. Serei uma espécie de animago (segundo J.K.Rowling) bem milimétrico, que não faz barulho, que não deseja maldades, que não espalha segredos. Quero apenas poder vê-lo crescer, lutar, vencer, amar... Estar por perto, mesmo que em silêncio.
Minha preocupação é maior que qualquer espécie de orgulho, ansiedade, ciúmes. Prometo não machucar... Eu nunca quero magoar ninguém. Às vezes, magôo e não sei como agir, diante dos meus erros de cálculos. E basta a matemática renal de cálculos! Quero vida suficiente para fazer as incógnitas descobertas valerem à pena. Aprendi muito durante este tempo e, sem dúvida, ensinamentos duram eternamente. Outras vidas, quem sabe.
O algodão que tem dentro do depósito pequenino na prateleira do banheiro do meu quarto não é doce. Tem coisas em que não é preciso que os outros lhe digam, para que você saiba como elas são. Elas simplesmente são assim e pronto. Ponto. Putz.
Enquanto o tempo permite que você tente fazer com que a roda-gigante alcance uma maior altura, que conserves o calor mais forte do café, mesmo horas depois de ter saído do bule, seu corpo pede descanso. A mente ainda trabalha; tem pesadelos e instiga os isolados pensamentos pessimistas. Quando os afazeres não são suficientes, para lhe fazerem esquecer-se dos medos implícitos nas atitudes tão bem preparadas; quando uma lembrança ruim ou quaisquer outros sentimentos te fazem produzir uma maior quantidade de suco gástrico, é sinal que você precisa de ajuda.
Não é feio, não é bobo, não é fraco reconhecer que não está bem consigo mesmo. E eu já estava procurando caminhos e as demais formas possíveis de cano de escapes, só que meu corpo falou primeiro que meus planejamentos. Talvez, eu deva mais agir do que planejar. Quem sabe assim eu possa responder por mim e impedir que estas agulhas, soros e hematomas gritem que eu guardo problemas aqui dentro.
Já estou à beira dos dezenove anos e isto indica que já sou absolutamente capaz de resolver sozinha as minhas pequenas, grandes dificuldades. E se, para ficar bem, eu tiver que novamente expor o que não escrevo, o que não falo, o que não cabem em nenhuma das entrelinhas deste blogue, de agendas cotidianas, de folhas de caderno... Eu o farei com palavras faladas para as pessoas “certas” com ouvidos preparados. Vai ser preciso muita calma e carinho, para compreender um coração com disritmia, que só tenta bater como se fosse um mundo, na maior porcentagem das horas.
É com todo carinho e dedicação que exponho através das palavras os momentos que abraço e os sentimentos que possuo neste blogue. É gratificante também saber que muitas pessoas se identificam com os meus textos e até, coincidentemente, passam por parecidas situações. Se você é uma delas e deseja copiá-los, agradeço se meus créditos forem reconhecidos. É o nome do autor somado a 2 singelas vírgulas voadoras (aspas), que podem não parecer muito, mas que representam o respeito e a humildade que os leitores têm de considerar que o texto possui uma autoria e uma autoridade.
Agradecida, Sara Albuquerque.
Escrivólatra
Sara Albuquerque
Maceió, AL, Brazil
"Sou do tamanho que sinto, que vejo, que faço. E não do tamanho que os outros me enxergam." (Drummond)
Muitas pessoas perguntam-me o porquê do nome “saralidade” em meu blog. A primeira vez que eu vi alguém utilizando nomes próprios com o intuito de formar substantivos comuns foi em um filme. Não recordo o nome do mesmo, mas era bem criativo. Assim, tive a idéia de por composição criar um Substantivo que me caracterizasse não como pessoa, mas como um modo de ser, um modo de viver, um jeito de encarar as situações. Uma menina, que erra demais, mas aprende bastante ao longo das quedas que já levou. Uma mulher, que ainda não se conhece por inteiro e que acredita que o nome “saralidade” continuará em eterna construção.
Vamos escrever o Mundo?
Comunidade no Orkut destinada às pessoas que se identificam com o pefil:
"Para quem acredita que o mundo seria mais alegre se no lugar de pichações de facções ou torcidas organizadas, pudéssemos ler poesias e sonhos escritos nas paredes. Se em vez de figurinhas nos chicletes viessem frases de humor, poéticas, que nos trouxessem uma pontinha de felicidade ao ler. Se a mídia reservasse um tempo diário para divulgar críticas, poemas, citações e demais escrituras de pessoas sem distinção. (...) Comunidade para quem escreve o mundo, perde-se nele e nem se dá conta que o tempo eterniza tudo em pedacinhos de papel.” ツ
CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Artigo 5º:
(...)
IX - É livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença.
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.